quinta-feira, 12 de julho de 2018

O Perigo de Participar da Ceia de uma Maneira Indigna


O Perigo de Participar da Ceia de uma Maneira Indigna
(Cap. 11:27-34)

Vs. 27-32 – O apóstolo lembra-lhes da possibilidade muito real de participar da Ceia de maneira indigna. A provisão e o remédio de Deus para qualquer um que estivesse em mau estado de alma é julgamento próprio. Ele diz: “Examine-se pois o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice”. Portanto, se a nossa consciência nos acusa, é necessário que haja um exame próprio honesto seguido de julgamento próprio completo (v. 28). Mesmo que nossa consciência não nos acuse diretamente, é um bom hábito sondar nossos corações em julgamento próprio antes de comermos a ceia (Sl 26:2-6, 139:23-24). Pode haver coisas em nossos corações de que não estejamos cientes que vão estragar o nosso gozo desse privilégio (Jó 34:32).
Participar de maneira indigna seria comer a Ceia sem nos haver julgado. Se alguém faz isso, ele come e bebe “para sua própria condenação [julgamento]. Isso aparentemente estava acontecendo em Corinto, e a prova disso era que a mão de Deus no julgamento governamental estava sobre eles. Alguns eram “fracos e doentes”, e muitos foram levados pela morte – “dormem” (v. 30). Paulo disse que se estivessem julgando a si próprios, isso não teria acontecido. Ele diz: “se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (v. 31). Observe que ele se inclui na necessidade de julgamento próprio, dizendo: “Nós...”. Isto é porque nenhum santo na Terra está além da necessidade de julgamento próprio. Além disso, nosso julgamento próprio não deve ser superficial. Não são apenas nossos caminhos que devemos julgar, mas “nós mesmos”. Isso iria para as fontes interiores de nossos pensamentos e motivos. Precisamos julgar a própria condição de nossas almas que levou aos atos pecaminosos que cometemos.
Esses versículos nos dizem que não podemos fazer o que quiser nas coisas sagradas de Deus. É uma coisa solene ser deixado de lado por meio de uma ação governamental de Deus, e ainda mais solene ser tirado do lugar de testemunho na Terra pela morte. Paulo diz: “...e muitos que dormem”. O apóstolo João também fala disso, dizendo: “Há pecado para a morte”. Isso não significa que um Cristão perde sua salvação, mas que seria removido do lugar de testemunho na Terra por meio da morte, porque sua vida é uma desonra ao Senhor (Jo 15:2; Tg 5:20; At 5:1-11; 1 Jo 5:16).
Vs. 33-34 – Note que, corrigindo as flagrantes irregularidades que estavam entre os Coríntios na ceia, não há sugestão de haver algum ministro oficial nomeado. Paulo os recomenda, antes, à condução do Espírito. Isso é aludido no fato que ele diz que se eles estivessem em uma condição correta e esperassem “uns pelos outros”, o Espírito de Deus, que é o Líder designado por Deus para todos os procedimentos na assembleia, corrigiria a desordem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário