O Perigo de Participar da
Ceia de uma Maneira Indigna
(Cap. 11:27-34)
Vs. 27-32 – O apóstolo lembra-lhes da
possibilidade muito real de participar da Ceia de maneira indigna. A provisão e
o remédio de Deus para qualquer um que estivesse em mau estado de alma é julgamento
próprio. Ele diz: “Examine-se pois o
homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice”. Portanto, se
a nossa consciência nos acusa, é necessário que haja um exame próprio honesto
seguido de julgamento próprio completo (v. 28). Mesmo que nossa consciência não
nos acuse diretamente, é um bom hábito sondar nossos corações em julgamento
próprio antes de comermos a ceia (Sl 26:2-6, 139:23-24). Pode haver coisas em
nossos corações de que não estejamos cientes que vão estragar o nosso gozo
desse privilégio (Jó 34:32).
Participar de maneira indigna seria
comer a Ceia sem nos haver julgado. Se alguém faz isso, ele come e bebe “para sua própria condenação [julgamento]”. Isso aparentemente estava
acontecendo em Corinto, e a prova disso era que a mão de Deus no julgamento
governamental estava sobre eles. Alguns eram “fracos e doentes”, e muitos foram levados pela morte – “dormem” (v. 30). Paulo disse que se
estivessem julgando a si próprios, isso não teria acontecido. Ele diz: “se nós nos julgássemos a nós mesmos, não
seríamos julgados” (v. 31). Observe que ele se inclui na necessidade de julgamento
próprio, dizendo: “Nós...”. Isto é
porque nenhum santo na Terra está além da necessidade de julgamento próprio.
Além disso, nosso julgamento próprio não deve ser superficial. Não são apenas
nossos caminhos que devemos julgar, mas “nós
mesmos”. Isso iria para as fontes interiores de nossos pensamentos e
motivos. Precisamos julgar a própria condição de nossas almas que levou aos
atos pecaminosos que cometemos.
Esses versículos nos dizem que não
podemos fazer o que quiser nas coisas sagradas de Deus. É uma coisa solene ser
deixado de lado por meio de uma ação governamental de Deus, e ainda mais solene
ser tirado do lugar de testemunho na Terra pela morte. Paulo diz: “...e muitos que dormem”. O apóstolo
João também fala disso, dizendo: “Há
pecado para a morte”. Isso não significa que um Cristão perde sua salvação,
mas que seria removido do lugar de testemunho na Terra por meio da morte,
porque sua vida é uma desonra ao Senhor (Jo 15:2; Tg 5:20; At 5:1-11; 1 Jo
5:16).
Vs. 33-34 – Note que, corrigindo as flagrantes
irregularidades que estavam entre os Coríntios na ceia, não há sugestão de
haver algum ministro oficial nomeado. Paulo os recomenda, antes, à condução do
Espírito. Isso é aludido no fato que ele diz que se eles estivessem em uma
condição correta e esperassem “uns pelos
outros”, o Espírito de Deus, que é o Líder designado por Deus para todos os
procedimentos na assembleia, corrigiria a desordem.
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