Cinco Males e suas Disciplinas Correspondentes
Vs. 6-11 – Ter tais privilégios tornou
os filhos de Israel muito responsáveis diante de Deus, pois em cada privilégio
há uma responsabilidade. Como os Cristãos têm esses privilégios num grau maior,
somos ainda mais responsáveis que Israel. Se abusarmos de nossa liberdade e
vivermos segundo a carne, Deus colocará Sua mão sobre nós em um tratamento
governamental, pelo qual seremos ensinados pela disciplina a andar em
santidade. É um fato solene – Deus julga Seu povo de maneira governamental, se
necessário, mas é claro, não de um modo eterno. Pedro diz: “Porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo. E, se
invocais por Pai aqu’Ele que sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de
cada um, andai em temor” (1 Pe 1:16-17). Ele também diz: “Porque quem quer amar a vida, e ver os
dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano.
Aparte–se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a. Porque os olhos do
Senhor estão sobre os justos, e
os Seus ouvidos atentos às suas
orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males” (1 Pe 3:10-12).
Novamente, ele diz: “Porque já é tempo que comece o julgamento pela
casa de Deus; e, se primeiro começa
por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?”
(1 Pe 4:17 ).
Ao usar a história de Israel como exemplo,
Paulo mostra que há pelo menos cinco
maneiras diferentes pelas quais uma pessoa pode ser retirada da comunhão à qual
todos os Cristãos são chamados (1 Co 1:9). (O apóstolo não os coloca em ordem
cronológica).
1)
Cobiçar as coisas do mundo (v. 6; Nm
11:4-6, 33-34). Os filhos de Israel queriam a comida do Egito, e Deus a deu a
eles, mas Ele também enviou magreza às suas almas (Sl 106:14-15). Ao insistirem
em ter essas coisas, pereceram sob o julgamento de Deus e, portanto, foram
removidos de Seu testemunho por meio de uma praga do Senhor. Este é um tipo dos
Cristãos cobiçando segundo o mundo e insistindo nela até ao ponto em que são
levados. Deus permite que a “praga” da influência do mundo os afete, por meio
da qual são atraídos por ela e, assim, peneirados.
2)
Praticar idolatria (v. 7; Êx 32:1-8,
25-29). Os filhos de Israel adoraram o bezerro de ouro e chamaram isto de festa
a Jeová. Consequentemente, tornaram–se insensíveis por meio daquela corrupção
espiritual (Êx 32:6, 18, 25; Sl 115:4-8). Eles foram julgados pelas mãos de
seus irmãos que agiram por Deus (Êx 32:26-28). Este é um tipo daqueles que se
engajam no mal espiritual (talvez doutrinário ou eclesiástico) pelo qual eles vêm
sob o julgamento administrativo de excomunhão pela mão de seus irmãos.
3)
Envolver–se em imoralidade (v. 8; Nm
25:1-9). Os filhos de Israel foram convidados a fornicarem com as filhas de
Moabe. O julgamento caiu sobre eles pela lança de Fineias e pela praga do Senhor. Este é um tipo
de excomunhão por mal moral (1 Co 5:11-13).
4)
Tentar o Senhor (v. 9; Nm 21:4-9).
Os filhos de Israel tentaram o Senhor questionando a sabedoria de Seus
caminhos. Deus enviou serpentes entre eles e muitos pereceram. Nós também
podemos questionar a sabedoria de Deus em Sua vontade soberana em nossas vidas,
mas é um pecado que Ele não toma levianamente. O que aconteceu com Israel é um
tipo de Deus permitindo Satanás, “aquela
antiga serpente” (Ap 12:9), chegar–se a nós com uma tentação específica
pela qual somos, de algum modo, tirados para fora. É um ato de julgamento de Deus.
5)
Murmurar e reclamar (v. 10; Nm
16:1-3, 41-50). Essas pessoas murmuraram e reclamaram de um trato do Senhor com
um grupo de homens que se rebelaram contra a liderança designada por Deus em
Israel. Coré e seu grupo haviam formado uma divisão para desafiar a ordem de
sacerdócio de Deus. Eles pensaram que tinham uma causa justificada ao desafiar
o lugar de Moisés e Aarão, mas Deus os levou em julgamento. Depois que o
julgamento caiu sobre eles, as pessoas envolvidas simpatizaram com os rebeldes
que foram julgados. Eles murmuraram e acusaram Moisés e Arão de tê-los matado!
Esses também caíram sob o julgamento de Deus e foram levados. Isso é um tipo
daqueles que simpatizam com um partido que tenha saído da assembleia por algum
motivo. O julgamento de Deus sobre tais é para que sejam levados com a divisão
e removidos da comunhão onde o Senhor está no meio. Houve muitos que foram
removidos desse modo – nas assim-chamadas “divisões” que aconteceram entre o
povo de Deus.
Vs. 11-13 – O apóstolo deu uma longa
advertência a todos os que pudessem estar inclinados a abusar da liberdade
Cristã, entregando-se à carne de alguma forma. Ele mostrou que não podemos
fazê-lo sem incorrer na disciplina de Deus. Paulo nos lembra de que aquelas
coisas que aconteceram com eles (Israel) foram escritas como “figuras [tipos]” para “nosso aviso”. Em
outras palavras, é esperado que aprendamos com essas coisas.
Ele conclui, fazendo um chamado ao julgamento-próprio,
dizendo: “Aquele pois que cuida estar em
pé, olhe não caia”. O orgulho e a confiança própria precedem uma queda (Pv
16:18). Se houvesse alguém que pensasse que as tentações que estavam
enfrentando eram grandes demais, ele acrescenta palavras encorajadoras: “mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes
com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”.
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