sexta-feira, 6 de abril de 2018

A CAUSA DA DIVISÃO


A CAUSA DA DIVISÃO
A intrusão da sabedoria humana na assembleia

Nos capítulos 1:17-2:16, Paulo traça a causa de tais cismas entre os coríntios até sua origem – a intrusão da sabedoria mundana na assembleia. Sendo convertidos do mundo, os coríntios trouxeram muito excesso de bagagem para eles. Os gregos tinham suas várias escolas de filosofia às quais eles se reuniam, e esses queridos santos achavam que no Cristianismo acontecia o mesmo. Mas eles estavam totalmente enganados. O triste fato é que tais coisas apenas levaram à formação de partidos entre eles. Sendo este o caso, Paulo passa a expor a futilidade da sabedoria do homem nas coisas de Deus.
V. 17 – “A cruz de Cristo” é a resposta de Deus à sabedoria do mundo. O apóstolo aponta para a cruz para mostrar aos coríntios que ali toda sabedoria mundana foi julgada por Deus e, portanto, não tem lugar na assembleia. (Não estamos nos referindo ao conhecimento que o homem adquiriu nos campos da ciência, medicina, tecnologia, etc., mas a assim chamada sabedoria do mundo e filosofias da vida – aquelas coisas que pertencem aos valores essenciais da vida – morais e espirituais).
A cruz permanece como a prova suprema da loucura da sabedoria mundana. Os homens, em sua assim chamada sabedoria, olharam para Cristo quando Ele veio a este mundo e não viram valor n’Ele, e clamaram por Sua crucificação! Paulo, portanto, não daria a ela qualquer lugar em sua pregação e ensino, e exortou os coríntios a fazerem o mesmo. Nem devemos dar a ela lugar em nosso ministério. A sabedoria deste mundo não tem lugar na assembleia. Se o evangelho for para ser comunicado por métodos da sabedoria do homem, então a cruz de Cristo é feita “”, porque o preciso propósito da cruz é glorificar a Deus sobre a questão do pecado e executar julgamento sobre tudo o que é do homem na carne – incluindo sua, assim chamada, sabedoria. O evangelho anuncia que toda essa filosofia e sabedoria humanas foram julgadas na cruz; como então poderíamos implementá-las em nossa pregação e serviço para o Senhor?
Para enfatizar isso, o apóstolo mostra a futilidade da sabedoria do homem:

q   Primeiramente, na comunicação do evangelho a almas perdidas (cap. 1:18–31).
q   Em segundo lugar, no ensinamento da verdade de Deus aos santos (cap. 2:1–16).


A futilidade da sabedoria humana em ajudar os homens a entender o evangelho

Vs. 18-20 – A sabedoria e a filosofia humanas, seja ao comunicar o evangelho, seja ao recebê-lo, apenas impedem os homens de ver o valor da obra de Cristo na cruz. Paulo diz: “a palavra da cruz é loucura para os que perecem” O sábios deste mundo não veem a glória da Pessoa que foi pendurada sobre ela, nem veem o amor de Deus que deu o Seu Filho para morrer ali. Eles não veem a santidade de Deus que exigiu tal sacrifício e a completa ruína do homem que deve ser julgada. A sabedoria do mundo é, portanto, exposta como sendo sem valor e um obstáculo nas coisas divinas.
Alguns dos que ensinavam na igreja em Corinto tentavam tornar o evangelho algo intelectualmente respeitável. Sua ocupação com a sabedoria do mundo os tornou sensíveis aos aspectos da mensagem Cristã que eram ofensivos para os filósofos e para o público em geral. Eles não queriam abandonar a fé; eles só queriam redefini-la, para que fosse mais aceitável para os homens do mundo. Paulo mostra que você simplesmente não pode misturar as duas, pois elas são totalmente opostas. Os princípios, motivos e objetivos do homem são opostos aos de Deus e são apenas um obstáculo para a entender as coisas de Deus. A mente natural do homem nunca pode aprender a verdade de Deus, exceto pela revelação da Palavra de Deus (Jó 11:7; 1 Co 2:14). Portanto, na cruz, Deus destruiu “a sabedoria dos sábios” ao executar julgamento sobre toda a ordem do homem segundo a carne. Agora pode ser dito: “Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século?” Tudo foi posto de lado (Romanos 8:3).
Vs. 21-25 – Como o mundo pela sua sabedoria provou que não pode conhecer a Deus, Deus Se agradou em abençoar o homem em um princípio completamente diferente – a fé. Por meio da “loucura da pregação” Ele iria agora “salvar os crentes”. Isso exalta “o poder de Deus e a sabedoria de Deus”. Não é que o mundo considera tola a forma de pregação, porque o mundo usa essa forma também; é o que é pregado que é loucura para eles.
Vs. 26-29 – A “vocação” dos santos coríntios foi uma excelente prova desse exato ponto. Eles não eram da classe de grandes filósofos e sábios, nem ricos, nem famosos na sociedade – tais pessoas geralmente são impedidas por seu intelecto e sua posição na vida. Paulo menciona três classes de pessoas importantes neste mundo que geralmente tropeçam no evangelho.

1) "Sábios" - o altamente educado (intelecto).
2) "Poderosos" - os famosos e ricos (riquezas).
3) "Nobres" - aqueles da alta sociedade, nobreza, etc. (por nascimento).

Para ensinar a lição da futilidade da sabedoria humana, Deus propositalmente escolheu as pessoas “loucas”, “fracas”, “vis” e as “desprezíveis” deste mundo para ter e comunicar Sua verdade. Desta forma, nenhum homem sábio após a carne, caso se salve, tenha algo em que se gloriar (se vangloriar).
Vs. 30-31 – O capítulo termina com o apóstolo falando de Cristo em glória, e o lugar do crente diante de Deus n’Ele. Isso é visto na expressão “em Cristo Jesus” - TB, que se refere a Ele ressuscitado e ascendido ao alto.(1) Ele é apresentado como a fonte da verdadeira “sabedoria”. Onde está a verdadeira sabedoria então? Está no Homem glorificado no céu! Não precisamos nos voltar para os sábios do mundo e seus princípios de filosofia ao buscarmos por sabedoria; nós a temos em Cristo. Não apenas o Cristão tem “sabedoria” em Cristo, ele tem “justiça”, “santificação” e “redenção (2). Precisamos de justiça? Nós a temos em Cristo (2 Co 5:21). Precisamos de santificação e redenção? Nós a temos em Cristo (Hb 10:10, 14; Romanos 8:23). Tudo o que precisamos está em Cristo! Não temos necessidade de olhar para fora d’Ele para nada. Portanto, se deve haver qualquer glória, esta deve estar em Cristo e no que temos n’Ele (v. 31).
Por isso, o capítulo 1 apresenta Cristo na cruz (crucificado) como a declaração do julgamento de Deus sobre o homem na carne (Rm 8:3). Também estabelece Cristo em glória como a medida da posição do crente diante de Deus e suas bênçãos e recursos n’Ele (Ef 1:3).

(1)      Como regra geral, quando as Escrituras dizem “Jesus Cristo”, está se referindo a Ele descendo a este mundo para cumprir a vontade de Deus; quando as Escrituras dizem “Cristo Jesus”, está se referindo a Ele ressuscitado, retornado ao céu e sentado à direita de Seu Pai.
(2)      A sabedoria é colocada em primeiro lugar porque esse é o assunto da discussão. A redenção é colocada por último porque se refere aos nossos corpos sendo redimidos na vinda do Senhor.

A Futilidade Da Sabedoria Humana Em Ajudar Os Santos a Aprenderem A Verdade De Deus

No capítulo 2, o apóstolo expõe a futilidade da sabedoria do homem ao ensinar aos santos a verdade. Assim como a sabedoria humana não pode ajudar uma pessoa a entender o evangelho (cap. 1), também não pode ajudar o crente a aprender a verdade de Deus (cap. 2). Paulo aponta para seu próprio ministério como uma demonstração disso. Ele não permitiu a carne em si mesmo e em seu ministério para que não houvesse nenhum obstáculo à operação do Espírito de Deus nas almas. Quando chegou a Corinto, não fez nenhum apelo ao homem natural recusando-se a usar a “sublimidade de palavras” ou qualquer demonstração de sabedoria humana. Ele propositalmente evitou usar tais métodos para comunicar a verdade.
V. 1 – O estilo de sua pregação não era “sublimidade de palavras”.
V. 2 – O tema de sua pregação foi "Cristo crucificado".
V. 3 – O espírito que caracterizava a sua pregação era “em fraqueza, em temor e em grande tremor”.
V. 4 – A fonte de poder em sua pregação era "o Espírito".
V. 5 – A finalidade de sua pregação era “para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus”.
Vs. 6-9 – Nos versículos iniciais do capítulo dois, Paulo se refere à sabedoria muitas vezes e em cada ocasião, para inteiramente desacreditá-la. Podemos concluir disso que a sabedoria é algo que o Cristão deve desacreditar e evitar. Podemos pensar que a fé Cristã tem a ver apenas com os sentimentos e emoções de uma pessoa e não tem nada nela para o pensamento humano. No entanto, Paulo não está dizendo isso. Ele disse: “Nós falamos sabedoria…” (v. 6), que mostra que ele valorizava a sabedoria, mas era um certo tipo de sabedoria que ele sustentava e procurava comunicar - a sabedoria divina, que é a sabedoria que só é encontrada em Cristo. (1 Co 1:30).
Além disso, ele procurou ministrar a verdadeira sabedoria de Deus “entre os que são perfeitos” – aqueles que eram crentes maduros ou adultos(3). Isso mostra que Paulo não ministraria a verdade para agradar a mente filosófica grega. Nem ministraria as coisas de Deus de uma maneira que agradasse ao Cristão carnal. Em vez disso, procurou alcançar aqueles que, dentre os que o ouviam, estavam andando de uma maneira espiritual, e permitir que esses ensinassem a outros, segundo sua aptidão para isso. Não obstante, há alguns hoje que insistem que o ministério nas reuniões deve estar no nível do mais jovem crente. Parece que eles querem que tudo seja mantido num nível não mais elevado que o da escola dominical. Mas isso não é a maneira de Paulo ensinar. Não é que ele se recusou a deixar cair “alguns punhados” para os jovens em seu ministério (Rt 2:16; 1 Co 3:1-2), mas o principal objetivo de sua obrfa de ensino era alcançar os crentes maduros em sua audiência (“os perfeitos”). Se eles recebessem sua doutrina e fossem edificados nela, eles, por sua vez, poderiam ensiná-la a outros. Paulo instruiu Timóteo a fazer o mesmo. Ele lhe disse para ensinar a verdade a “homens fiéis” que ensinariam outros também (2 Tm 2:2). Ministrar àqueles que eram “perfeitos” não exigia uma maneira intelectual de falar, pois mesmo as verdades mais profundas da Bíblia podem ser ministradas de uma forma simples de forma que todos que a desejem entendam.

(3)      Perfeito” aqui não significa que eles conheciam toda a verdade, mas que eles tinham “este pensamento” nas coisas de Deus como Paulo, não tendo nenhum outro objetivo em suas vidas – “uma coisa faço...” (Fp 3:15). Alguns entre eles eram evidentemente assim, como mostra o capítulo 16:15-18. Mesmo um jovem crente pode ser “perfeito” nesse sentido.

Ele disse que a sabedoria de Deus é “oculta em mistério”, que é um segredo que só pode ser conhecido se Deus revelá-lo (v. 7). A procura filosófica do homem nunca pode encontrá-la (Jó 11:7). Os grandes do mundo (“os príncipes”) (4) provaram isso ao falhar em ver a sabedoria de Deus em Cristo e crucificaram “o Senhor da glória” (v. 8).
Paulo cita Isaías para provar que o modo do homem de adquirir sabedoria e conhecimento é totalmente inadequado nas coisas de Deus (v. 9). Os homens têm três maneiras principais de aprender: o “olho” – observação; o “ouvido” – tradição (ouvir as coisas que foram transmitidas pelas gerações anteriores) e o “coração” - intuição (pelos instintos do coração). Mas observe que a passagem que ele cita está no negativo. “O olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem”. Esses três métodos, por si mesmos, não podem encontrar a sabedoria de Deus. Assim, a verdade de Deus não é descoberta pelos sentidos naturais do homem, independentemente de quão aguçados possam ser em um indivíduo. Portanto, é inútil usar esses métodos para aprender a verdade.

(4)      Os gregos eram os “príncipes” intelectuais daquele dia, e os judeus eram os “príncipes” inigualáveis em assuntos relacionados com a religião. Tanto os judeus como os gentios, liderados por seus príncipes, uniram-se para rejeitar e crucificar Cristo (Atos 2:23). Esta é a maior prova de que a sabedoria que emana do homem caído é inútil.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

As Características da Divisão



1)    FALHA EM MANTER A UNIDADE NA ASSEMBLEIA
(Caps. 1: 10–4: 21)

AS CARACTERÍSTICAS DA DIVISÃO

Vs. 10-16 – Paulo tinha ouvido falar que havia partidos na assembleia local em Corinto e imediatamente se voltou para resolver esse problema. Era necessário corrigir primeiro esta desordem, pois sem unidade restaurada na assembleia não haveria poder para lidar com os outros males que precisavam ser julgados. Tomar decisões de assembleia seria quase impossível se a assembleia permanecesse em um estado dividido.
Os coríntios estavam andando como homens carnais e imersos num mundo ao seu redor, que estava cheio de escolas de opinião lideradas por vários filósofos. De maneira semelhante, eles formaram diferentes partidos na assembleia sob a liderança de certos homens dotados e se organizaram em torno deles de acordo com suas preferências pessoais. No entanto, essa ideia mundana ameaçava o testemunho público da unidade da assembleia em Corinto. Este era um problema básico do mundo e o pensamento mundano entrando na assembleia.
V. 10 – Paulo começa rogando aos coríntios em “nome de nosso Senhor Jesus Cristo” que esse não fosse o caso entre eles, e que eles procurassem corrigir o problema imediatamente. Ao trazer o nome do Senhor, como ele o fez, estava mostrando que não era apenas sua ideia para eles, mas que era a vontade do Senhor (1 Co 14:37). E se continuassem como estavam, eles claramente não estavam vivendo sob a autoridade do senhorio de Cristo.
Paulo lhes diz que, para que uma assembleia exista em um estado saudável, não pode haver “dissenções [cismas]” entre eles. Isso se refere a um partido interno entre irmãos, mesmo que todos pudessem estar se reunindo exteriormente como uma só comunhão. Então, ele diz que uma assembleia devidamente ordenada, de acordo com a vontade de Deus “antes sejais unidos em um mesmo sentido [mente] e em um mesmo parecer [opinião]”. Ao afirmar isso, Paulo procura alcançar sua consciência e realmente coloca o dedo sobre como essas coisas se desenvolvem. As divisões entre o povo do Senhor começam com algo tão pequeno quanto diferenças de “opinião” e de pareceres (v. 10). Essas diferenças levarão a “contendas [disputas]” (v. 11). E, se contendas e disputas não forem julgadas, elas se desenvolverão em “divisões [cismas]” (v. 12-13).
Mais tarde, na epístola, Paulo diz aos coríntios que as “divisões [cismas]”, "se não julgadas, levarão a “heresias [seitas]” (1 Co 11:18-19). Isso é ainda mais sério. Uma seita ou heresia (a mesma palavra no grego) é uma divisão ou separação externa entre os santos, onde um grupo se separa e começa a se reunir de forma independente. Isso significava que o problema da divisão entre os santos de Corinto era um mal sério e que precisava ser corrigido imediatamente.
V. 11 – Esse problema entre eles não era apenas boato; Paulo indica a fonte da qual ele ouvira essas coisas. Era da “casa de Cloe”. Isso enfatiza um princípio que deve sempre ser aplicado ao lidar com problemas na assembleia – tudo deve ser feito “por boca de duas ou três testemunhas” (2 Coríntios 13:1).
Vs. 12-13 – Os grupos ou divisões que se formaram entre os coríntios não eram, na verdade, em torno de “Paulo”, “Apolo” e “Cefas” (Pedro), embora Paulo use seu e outros nomes de proeminentes obreiros. No capítulo 4:6 ele menciona: “eu as apliquei figuradamente” - TB, os nomes dos líderes em seu meio para si mesmo e para os outros servos do Senhor, para mostrar seu ponto de vista aos coríntios. Usando tato espiritual e delicadeza, ele não queria identificar por nome as pessoas em torno de quem estavam se reagrupando, para que não dissessem que Paulo estava com ciúmes deles. Portanto, ele usou a si mesmo e Apolo, etc, apenas por ilustração. Sempre que faz referência a essas facções e seus líderes, ele transfere a aplicação para si mesmo e para Apolo, etc. (1 Co 1:12, 3:4, 3:22, 4:6). De todos os cismas em seu meio, “eu de Cristo” era talvez o pior de todos, pois implicava que eles eram os únicos de Cristo!
Vs. 14-17 – Tais eram as tendências dos coríntios que Paulo estava agradecido de que quando esteve entre eles, deixou outros para que batizassem, para que eles não usassem de seu nome para formarem um partido em torno dele. No entanto, batizou “Crispo e Gaio” e “a casa de Estéfanas”, os primeiros crentes naquela região (1 Co 16:15). Depois disso, deixou que outros fizessem esse trabalho para que não parecesse que ele fosse o fundador de alguma nova seita. Este é um princípio sábio e deve ser aplicado hoje no serviço Cristão. Aqueles que são proeminentes e dotados devem deixar certas tarefas para outros na obra do Senhor, de modo a tirar os holofotes de si mesmos. Isso ajudará a neutralizar quaisquer ideias que o povo do Senhor tenha de querer se reunir em torno de um único obreiro.

Dez Desordens Tratadas & Corrigidas


Dez Desordens Tratadas & Corrigidas

Paulo passa a corrigir pelo menos dez desordens na assembleia em Corinto. Assim, em suas observações, somos supridos por uma exposição composta do que deveria caracterizar uma assembleia local de cristãos. Elas são:

q   Falha em manter a unidade na assembleia.
q   Falha em julgar o mal moral na assembleia.
q   Falha em resolver disputas pessoais.
q   Falha em entender a liberdade cristã em relação à moralidade.
q   Falha em entender a liberdade cristã em relação à idolatria.
q   Falha em entender a autoridade e seu sinal.
q   Falha em ser sóbrio à Ceia do Senhor.
q   Falha em entender a natureza & dons.
q   Falha em manter a sã doutrina.
q   Falha em relação às coletas.

Vs. 3-9 - Antes de se envolver naquelas coisas que precisavam de correção, o apóstolo louva os coríntios por tudo que havia de Deus entre eles. Isso tornaria os coríntios mais dispostos a receber suas admoestações que se seguiriam. Este é um princípio que faríamos bem em prestar atenção. O amor cristão elogiará, se possível, antes de corrigir.

domingo, 25 de março de 2018

Índice e Inrodução


A PRIMEIRA EPÍSTOLA DE PAULO AOS CORÍNTIOS

A Manutenção Da Ordem Na Assembleia Local

Bruce Anstey



Publicado por:
CHRISTIAN TRUTH PUBLISHING
12048 – 59th Ave.
Surrey, BC V3X 3L3
CANADÁ

Primeira Edição – Julho 2007

Nota: Todas as Escrituras citadas são da versão Almeida Revista e Corrigida (ARC). As versões em Português Almeida Revista e Atualizada (ARA), Tradução Brasileira (TB) e as inglesas de John Nelson Darby (JND) e King James Version (KJV), quando citadas, serão identificadas por suas abreviações.




ÍNDICE


Capítulos 1:1-9 - Introdução

Dez Desordens Tratadas & Corrigidas

1)      Capítulos 1:10–4:21 - Falha Em Manter A Unidade Na Assembleia

Capítulo 1:10-16 – A CARACTERÍSTICA DA DIVISÃO
Capítulo 1:17–3:17 –  A CAUSA DA DIVISÃO - a intrusão da sabedoria humana na assembleia
Capítulo 1:18-31 A futilidade da sabedoria humana para ajudar os homens a entendem o Evangelho
Capítulo 2:1-6 A futilidade da sabedoria humana para ajudar os santos aprendem a verdade
Capítulo 2:7-16 Como a verdadeira sabedoria é adquirida
Capítulo 3:1-17 As consequências da sabedoria mundana na assembleia
1) cap. 3:1-2 Crescimento espiritual é atrofiado
2) cap. 3:3-9 Um espírito de rivalidade se desenvolve
3) cap. 3:10-17 Traz a contaminação na casa de Deus e perda de galardão
Três tipos de material bom e ruim
Três tipos de construtores na casa de Deus

Capítulo 3:18-4:21 - A CURA DA DIVISÃO
Capítulo 3:18 Ter uma visão apropriada de nós mesmos
Capítulo 3:19-20 Tenha uma visão apropriada da sabedoria do mundo
Capítulo 3:21-4:5 Tenha uma visão apropriada daqueles que ministram a Palavra
Capítulo 4:6-21 Imitar os caminhos do apóstolo em Cristo 
Resumo da solução de Paulo para divisões

2)      Capítulo 5:1-13 - Falha Em Julgar O Mal Moral Na Assembleia
Capítulo 5:1-2 A atitude apropriada que a assembleia deve tomar no exercício da disciplina santa
Capítulo 5:3-11 As razões pelas quais o mau moral deve ser julgado na assembleia
1) Capítulo 5:3-4 A manutenção da glória do Senhor
2) Capítulo 5:5 A correção e restauração do ofensor
3) Capítulo 5:6-11 A pureza da assembleia
Capítulo 5:12-13 Conclusão: a assembleia local é responsável por excomungar os que fazem males
Os de dentro e os de fora

3)      Capítulo 6:1-11 - Falha Em Resolver Disputas Pessoais
As razões pelas quais os Cristãos não devem levar um ao outro diante de um tribunal
Aviso à multidão mista

4)      Capítulo 6:12–7:40 - Falha Em Entender A Liberdade Cristã Em Relação À Moralidade
Capítulo 6:12 Dois princípios governantes
Capítulo 6:12-20 Liberdade Cristã em relação aos nossos corpos
Quatro razões pelas quais não entregamos nossos corpos para a satisfação da carne
Capítulo 7:1-40 Liberdade Cristã na relação matrimonial
Capítulo 7:1-9 A Legalidade do casamento e seus deveres
Capítulo 7:10-24 Casamentos problemáticos - dois cenários
Capítulo 7:25-40 Conselhos apostólicos para o solteiro

5)      Capítulo 8:1–11:1 - Falha Em Entender A Liberdade Cristã Em Relação À Idolatria
Capítulo 8:1-13 LIBERDADE CRISTÃ EM RELAÇÃO AOS IRMÃOS
Capítulo 8:1-3 A diferença entre o conhecimento & amor
Capítulo 8:4-6 A diferença entre os ídolos & o verdadeiro Deus
Capítulo 8:7-13 O conhecimento deve ser regulado pelo amor
Capítulo 9:1-10:14 LIBERDADE CRISTÃ EM RELAÇÃO A SERVIR AO SENHOR
Capítulo 9:1-3 As credenciais do apostolado de Paulo
Capítulo 9:4-5 "Direito" de Paulo em participar das misericórdias comuns & privilégios da vida
Capítulo 9:6-14 "Direito" de Paulo de ser financeiramente apoiado por aqueles a quem ele ministrou
Capítulo 9:15-23 O Princípio da renúncia ao "direito" de alguém em favor da bênção de outros
Capítulo 9:24-27 A necessidade de autocontrole no exercício da liberdade Cristã
Capítulo 10:1-14 o Abuso a liberdade Cristã traz a mão de Deus sobre nós em julgamento governamental
Cinco privilégios & cinco julgamentos correspondentes
Capítulo 10:15-11:1 LIBERDADE CRISTÃ EM RELAÇÃO À COMUNHÃO NA MESA DO SENHOR & COMUNHÃO COM ÍDOLOS
Capítulo 10:15-22 O Princípio da identificação
Pão levedado ou sem fermento
Capítulo 10:23-30 Perguntas difíceis sobre identificação
Capítulo 10:31–11:1 Dois princípios Cristãos de liberdade implícitos
Resumo dos quatro grandes princípios sobre a liberdade

6)      Capítulo 11:2–16 – Falha Em Entender A Autoridade & Seu Sinal
Capítulo 11:2-16 OS PRINCÍPIOS ENVOLVIDOS NO USO DE COBERTURA PARA A CABEÇA
Disputas em relação ao uso de cobertura para a cabeça
Duas coberturas para a cabeça
As coberturas para a cabeça devem ser usadas no canto de hinos?

7)      Capítulo 11:17-34 – Falha Em Ser Sóbrio & Reverente À Mesa Do Senhor
Capítulo 11:17-22 Desonrando a Ceia do Senhor
Capítulo 11:23-26 O Significado da Ceia do Senhor
A diferença entre a Mesa do Senhor e o Ceia do senhor
Dois aspectos do partimento do pão
Capítulo 11:27-34 O perigo de participar da Ceia de uma forma indigna

8)      Capítulo 12-14 – Falha Em Entender A Natureza & Dons Na Assembleia
Capítulo 12:1-11 OS GRANDES PRINCÍPIOS DAS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO NO MINISTÉRIO
Capítulo 12:1-3 Manifestações espirituais verdadeiras somente exaltam a Cristo
Capítulo 12:4-6 Manifestações espirituais verdadeiras emanam inteiramente de Deus
Capítulo 12:7-10 Manifestações espirituais verdadeiras não estarão concentradas em um só homem
Capítulo 12:11 O Espírito de Deus deve ter a liberdade na assembleia para empregar quem Ele desejar nas manifestações espirituais
Capítulo 12:12-31 O VEÍCULO ATRAVÉS DO QUAL O ESPÍRITO FAZ SUAS MANIFESTAÇÕES - O CORPO DE CRISTO
Capítulo 12:12-13 A Formação do corpo de Cristo
Capítulo 12:14-27 Dois inimigos da unidade no corpo de Cristo — descontente & desprezador
Capítulo 12:28-31 A ordem de importância dos dons no corpo de Cristo
Capítulo 13:1-13 O MOTIVO PARA O USO DOS DONS
Capítulo 13:1-3 A preeminência do amor
Capítulo 13:4-7 As qualidades do amor
Capítulo 13:8-13 A permanência do amor
Três razões para a cessação dos dons de sinais
Capítulo 14:1-40 QUATRO COISAS QUE DEVEM GOVERNAR O EXERCÍCIO DOS DONS NA ASSEMBLEIA
1) cap. 14:1 profetizando com amor
2) cap. 14:2-6 profetizando com conteúdo
3) cap. 14:7-25 Profetizando com clareza
Os resultados de o Espírito dirigir o ministério
Os resultados sem proveito de se falar em línguas sem um Intérprete
Seis restrições estabelecidas no emprego de línguas
4) cap. 14:26-33 Profetizando sob o controle do Espírito
Três coisas que reduzem o ministério carnal
Resumo: Quatro grandes princípios do ministério
Capítulo 14:34-40 O LUGAR DAS IRMÃS EM REUNIÕES PÚBLICAS

9)      Capítulo 15 - Falha Em Manter Sã Doutrina
A assembleia é responsável por manter sã doutrina em seu meio
Capítulo 15:1-2 O EVANGELHO FUNDADO NA RESSURREIÇÃO DE CRISTO
Capítulo 15:1-42 QUATRO COISAS QUE ATESTAM O FATO DE RESSURREIÇÃO
1) cap. 15:3–4 As Escrituras
Quatro fatos fundamentais do Evangelho
Doze razões por que Deus ressuscitou Cristo
2) cap. 15:5–8 Testemunhas oculares
Seis testemunhas
Capítulo 15:8-11 Efeitos práticos da doutrina da ressurreição
Capítulo 15:12-19 As consequências solenes de se negar a ressurreição
(Parêntese - Cap. 15:20–28) Os resultados de longo alcance da ressurreição
3) cap. 15:29–34 As convicções de Cristãos piedosos
4) cap. 15:35–41 A criação
Capítulo 15:42-50 A MANEIRA DE RESSURREIÇÃO
Capítulo 15:51–58 O MOMENTO DE RESSURREIÇÃO
Três fases na derrota (vitória sobre ?)da morte

10)   Capítulo 16:1-4 - Falha Em Relação Às Coletas
CAPÍTULO 16:5-24 - EXORTAÇÕES FINAIS & SAUDAÇÕES
Capítulo 16:5-9 Visita planejada de Paulo a Corinto adiada
Capítulo 16:10-18 Serviço sob o senhorio de Cristo
Capítulo 16:19-24 Saudações finais


Um Breve Resumo Da Epístola

Os capítulos 1–10:14 tratam da assembleia sob o aspecto da casa de Deus e lidam com as coisas que dizem respeito à santidade da assembleia local.
Os capítulos 10:15–16:24 tratam da assembleia sob o aspecto do corpo de Cristo e lidam com os privilégios da assembleia local.

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Os capítulos 1–6 tratam das coisas entre os coríntios que foram relatada ao apóstolo (cap. 1:11).
Os capítulos 7–11:16 tratam das perguntas que os coríntios fizeram por escrito ao apóstolo (cap. 7:1).
Os capítulos 11:17-16:23 lidam com mais coisas que foram relatadas ao apóstolo relativas à finalidade da Assembleia (Cap. 11:18).

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Também vemos os três inimigos do Cristão trabalhando nos capítulos 1–10.
q  Capítulos 1-4 - A sabedoria do mundo.
q  Capítulos 5-7 - As concupiscências da carne.
q  Capítulos 8-10 - O poder do diabo (demônios).

O Apóstolo mostra como essas três coisas podem destruir uma assembleia local, e dá o remédio de Deus para lidar com elas.





A PRIMEIRA EPÍSTOLA DE PAULO AOS CORÍNTIOS
A manutenção da ordem na Assembleia local


Graves desordens existiam na assembleia em Corinto, e essas eram o motivo da epístola. O apóstolo Paulo tinha estado com os coríntios por 18 meses e certamente não teria permitido que essas coisas acontecessem enquanto estava lá. É razoável assumir, portanto, que as coisas na assembleia em Corinto se deterioraram significativamente.
Paulo preferiu escrever aos Coríntios sobre os problemas em seu meio, em vez de visitá-los pessoalmente. Se tivesse ido à Corinto, ele teria que usar sua autoridade apostólica como uma vara de correção e julgar muitos deles que estavam em erro (1 Co 4:21). Portanto, em misericórdia, ele ficou fora e escreveu para eles, esperando por Deus para produzir arrependimento neles por meio do qual eles acertariam as coisas que estavam em desordem (2 Co 1:23). Por isso, a epístola trata várias questões relativas à ordem interna da assembleia local, bem como sua responsabilidade pública. Ela vê a assembleia de Deus em seus privilégios e responsabilidades na Terra e apresenta a ordem indicada por deus para o seu funcionamento normal. Assim, somos supridos com discernimento divino para a manutenção da ordem em uma assembleia Cristã local.

A CAUSA DA DIVISÃO

A CAUSA DA DIVISÃO A intrusão da sabedoria humana na assembleia Nos capítulos 1:17-2:16, Paulo traça a causa de tais cismas entre os...