segunda-feira, 9 de julho de 2018

2) Um espírito de rivalidade se desenvolve (Cap. 3:3-9)

2) Um espírito de rivalidade se desenvolve (Cap. 3:3-9)

Vs. 3-8 – Outro resultado negativo de se absorver a sabedoria do mundo é que ela estimula e promove a contenda na assembleia. Tomar partido, é claro, não promove unidade divina, mas, ao contrário, estimula a carne com “inveja e contenda” (v. 3). Os Coríntios copiaram, dos fundadores de certas escolas de pensamento, as maneiras do mundo de se exaltar, dizendo: “Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo”. Isso levou ao orgulho partidário – cada um buscando defender seu mestre favorito. Essa rivalidade polarizou os santos (“divisões”) e apenas confirmou seu estado carnal (v. 4).
Quando há águas turbulentas (contenda e divisões) em uma assembleia local, isso indica que a assembleia está em um estado fraco ou “carnal”. Se os santos são distraídos com brigas internas e problemas no meio deles, não podem se alimentar e crescer. É imperativo, portanto, que haja “águas tranquilas” na assembleia (Sl 23:2).
O apóstolo explica que os mestres dotados em seu meio não deveriam se colocar em rivalidade uns contra os outros. Cada um tinha um lugar diferente para ocupar no corpo, e cada um tinha um serviço diferente para cumprir. Foi o Senhor Quem lhes deu os seus distintos dons e, portanto, era impossível compará-los quando havia tal diversidade de serviços (v. 5 – ARA).
Longe de colocar os trabalhadores em rivalidade, Paulo mostra que devem estar unidos em seus labores. Ele fala de si mesmo e de Apolo como um exemplo. Um “plantou” e o outro “regou”. Seus trabalhos se complementavam um ao outro. Eles não estavam competindo entre si como rivais; eles trabalhavam juntos para o mesmo fim comum. Além disso, quaisquer resultados que seus trabalhos produzissem não seriam, de qualquer maneira, seus feitos; era apenas o resultado de Deus trabalhando. Ele diz: “Deus deu o crescimento”. Portanto, estava completamente fora de lugar exaltar os servos do Senhor quando era realmente tudo trabalho de Deus (v. 6).

Os servos do Senhor não deveriam se ver como “alguma coisa”, seja ele quem “planta” ou aquele que “rega” (vs. 7-8). Se vamos ser usados por Ele em Sua vinha, precisamos nos ver como não sendo nada. O apóstolo disse: “Quem é Paulo?” Este é o espírito correto de se ter. Uma das coisas que Deus faz no treinamento de Seus servos é reduzi-los a um tamanho útil. Se formos muito grandes aos nossos olhos, ou aos olhos dos santos, provavelmente não seremos usados pelo Senhor de maneira apreciável. Se aqueles que servem se veem como algo importante entre o povo de Deus, isso poderia atrair o orgulho daqueles que os procuram para ministério, e levá-los a se gloriar nesses servos, o que, por sua vez, poderia levar à formação de um partido. Um irmão mais velho, que foi muito usado pelo Senhor em sua vida, foi perguntado quando o Senhor começou a usá-lo. Ele respondeu: “Quando percebi que Ele não precisava de mim!” Isso é algo importante de se entender para todos os que servem ao Senhor. Ele não precisa de nenhum de nós, mesmo que tenha prazer em usar-nos às vezes. Quando Ele o faz, devemos considerar isso um privilégio e procurar realizá-lo com humildade.

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